1 de dez de 2013

Eles estão jogando o jogo deles...



Eles estão jogando o jogo deles.
Eles estão jogando de não jogar um jogo.
Se eu lhes mostrar que os vejo tal qual eles estão,
quebrarei as regras do seu jogo
e receberei a sua punição.
O que eu devo, portanto, é jogar o jogo deles,
o jogo de não ver o jogo que eles jogam”.


Em apenas sete versos, o psiquiatra inglês Roland Laing resumiu em seu livro Laços muito do ambiente infantil da maior parte dos lares em todo o mundo, causa de inadequação e sofrimento futuros, quando o adulto se vir compelido a atitudes e comportamentos sem perceber estar reproduzindo modelos absorvidos muito cedo, quando era criança bastante nova.


A interpretação arquetípica de uma Carta natal astrológica identifica e expõe o que foi oferecido para esta modelagem de infância, por mais que o discurso formal do meio pudesse ter sido outro e até mesmo (aparentemente) oposto.


Sabe as “lendas familiares”?


Para que, então, a pessoa possa se trabalhar em cima do decorrido, resgatando memórias, liberando ressentimentos e alterando atitudes, de algum modo fazendo por escapar do jogo ao compreender o jogo que “eles” jogavam, única forma de acessar melhor o jogo que ainda é jogado dentro de si, na memória, por aprendizado e mimetismo.


Esta é a história de todos nós, da qual não temos como fugir se queremos ser algo diferente do que viemos sendo até aqui: voluntariamente ou não, em algum momento teremos de nos defrontar com a base original do que somos.


O que de fato importa não é o que fizeram de nós; é o que fazemos com o que fizeram de nós.


Mas, o que é uma pena, e como diz a psicóloga e astróloga norte-americana Liz Greene, “os seres humanos só conquistam o livre-arbítrio por meio do autoconhecimento e só procuram este autoconhecimento quando as coisas se tornam tão dolorosas a ponto de não lhes permitir outra escolha”.

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