Temática:

#AdaptaçãoPessoal (1) #Anima (2) #Animus (2) #Arquétipos (2) #Arte (1) #Ascendente (2) #AstrologiaArquetípica (49) #AstrologiaClinica (23) #AstrologiaComportamento (6) #AstrologiaHindu (5) #AstrologiaMundial (9) #Autoafirmação (1) #Autoconhecimento (23) #Beleza (1) #CamposMorfogênicos (1) #Carma (1) #Ciência (7) #Coletivo (1) #ConflitosÍntimos (1) #ConvívioGrupal (1) #Criança (1) #Criatividade (1) #Cristianismo (5) #Cursos (1) #Demarcação (1) #Destino (2) #Devoção (1) #DiagnósticoDePersonalidade (8) #Disciplina (2) #Ego (1) #Entrevistas (4) #Espiritualidade (3) #Estratégia (1) #Eventos (1) #Experimento (1) #Extroversão (1) #Fé (6) #Filho (1) #Filosofia (8) #FilosofiaDaAstrologia (7) #Genialidade (1) #HarmoniaPessoal (1) #Homoafetividade (1) #Identidade (1) #Individuação (1) #Inovação (2) #Inteligência (2) #Interpretação (1) #Introversão (1) #Intuição (2) #Jung (4) #Livre-arbítrio (1) #Magia (1) #Mapa infantil (1) #MenteECorpo (1) #Mitologia (7) #Paciência (1) #Paranormalidade (2) #Pensamento (2) #Pensamento Complexo (1) #Planejamento (1) #Poesia (1) #Preconceito (3) #Profissão (3) #Psicologia (5) #PsicologiaTranspessoal (3) #Psicoterapia (7) #PsiqueColetiva (4) #ReformaÍntima (1) #RelacionamentoPessoal (5) #Religião (5) #Resiliência (1) #Romantismo (1) #Sadismo (2) #Semiótica (4) #Sensação (1) #Sentimento (1) #Sex-appeal (1) #Sexismo (1) #Sexualidade (1) #Sinastria (2) #Solidão (1) #Superego (2) #TécnicaAstrológica (11) #Teologia (3) #TiposHumanos (1) #VidasPassadas (2) #Yang (1) #Yin (1)

1 de ago. de 2019

DISCUSSÃO SOBRE UM TEOREMA, O DA ASTROLOGIA ARQUETÍPICA


Na Astrológica 2019 apresentei o que a mim parece um caminho inevitável daqui em frente para a Astrologia, embora deva ser pavimentado aos poucos, tantas são as opiniões a conciliar (e os preconceitos, pró ou contra, a superar): a validação pública de um campo de conhecimentos científicos denominado “Ciências Astrológicas”, expressado por meio de diferentes especializações técnicas da Astrologia.
Parti da constatação de que astrólogos(as) costumam ser generalistas, tanto no aprendizado quanto no exercício profissional, adaptando os significados dos símbolos que manejam ao tipo de assunto que estiver em análise a cada vez: o comportamento de alguém, o corpo humano, o mundo dos negócios ou das finanças, o estado geral da coletividade, o momento mais adequado para dar início a algo, uma relação humana (pessoal ou profissional), e assim por diante. Desta forma, tratam de tudo um pouco, cada qual em sua preferência e com seu grau de conhecimento ou competência interpretativa e expositiva.
Também parti da existência de variadas Modalidades astrológicas, todas elas recebendo o nome de “Astrologia”, embora sejam linguagens diferentes elaboradas com referenciais e elementos simbólicos também distintos: para citar os exemplos mais comumente mencionados, a Astrologia Ocidental (a mais conhecida no Brasil), a Astrologia Jyotisha (ou Védica hindu) e a Astrologia Chinesa.
Então, já não bastasse a polissemia (ou múltiplos e simultâneos significados) dos símbolos astrológicos que cada Astrologia usa, sempre interpretados exatamente de acordo com o tipo de fenômeno que estiver em avaliação (coisa, evento ou pessoa), ainda há que ser enfrentada a dificuldade de lidar com dessemelhantes sistemas simbólicos ao se mencionar “Astrologia”.
Não é à toa que para muita gente que não conhece melhor Astrologia isso parece sandice: o mesmo tipo de coisa apontando diferentes significados ou o mesmo tipo de significado sendo apontado por diferentes coisas!
Então, no que pude apresentar foquei em explicar por que me parecia ser imprescindível evoluir para especializações astrológicas demarcadas, definindo o repertório de significados para cada tipo de objeto de análise (coisa, evento ou pessoa), pois o que pretendo é ajudar a fortalecer um reconhecimento científico do verdadeiro valor (que é imenso!) dos conhecimentos astrológicos.
De passagem, na mesma apresentação mencionei o modelo teórico que vim desenvolvendo como hipótese explicativa da efetividade da Astrologia, a qual, a meu ver, se apoia em causas naturais e, não, em causas metafísicas, hipótese que apresentei em detalhes no meu mais recente livro, “Astrologia em diálogo com a Ciência e a Fé”.


Fez parte do desenvolvimento do modelo, que desde 2013 venho denominando “Astrologia Arquetípica”, a concepção do que chamei de “Teorema da Astrologia Arquetípica” – e a fugaz menção a este teorema, sem a devida explicação detalhada (em função do tempo curto para a exposição), suscitou comentários que se prolongaram aqui ou ali até o segundo dia da Astrológica 2019, como se tivesse sido minha a intenção de “colocar a Astrologia numa caixinha” ou “transformar a vida em uma fórmula matemática”, o que é impossível.
Quis, então, detalhar este particular aspecto do modelo, para que, com melhor conhecimento, se possa concordar ou discordar do que apresentei.

Coincidência de padrões observados
A estrutura conceitual do modelo da “Astrologia Arquetípica” se elaborou sobre a premissa de que, no transcorrer do tempo, e falo de milênios, os seres humanos observaram a ocorrência de específicos padrões na existência (em si, em outrem e no ambiente) e, no mesmo tempo, a ocorrência de determinados padrões zodiacais.
Então, ao tentar entender e explicar as causas das ocorrências terrestres, base de qualquer doutrina ou filosofia, esta coincidência de padrões simultâneos “lá” e “cá” levou quem estudava o assunto (os sábios de cada época e lugar) a supor que o que se via no céu, referenciado ao Zodíaco, era causa do que se observava na Terra.
E já que os padrões celestes eram perenes, regulares e previsíveis, os sábios supuseram que o seu estudo, apoiado em relações de coincidências (ou manuais de interpretação), permitiria definir que padrões terrestres se manifestavam junto com que padrões celestes (“isto = tal coisa”, “aquilo = outra coisa”, etc.).
Em cada região estas relações de coincidências foram elaboradas com o peculiar conjunto de referenciais e de símbolos de cada cultura, de acordo com o que lá se acreditava, embora tudo de alguma forma se relacionasse ao que era observado no céu, já que o céu e os movimentos dos corpos celestes eram tidos por todos como que regularmente eternos, dada a lentidão (para os padrões humanos de tempo) e a marcante previsibilidade das alterações observadas no céu.
Por óbvio, mesmo supondo haver relação causal direta entre cada corpo celeste (ou símbolo zodiacal) e cada padrão (tipo) de ocorrência terrestre, os sábios nunca puderam observar o próprio efeito dos corpos celestes, em termos materiais ou de energia, tendo por meio de ordenamento do que se observava apenas o conjunto de ocorrências terrestres associadas, no espaço-tempo, aos padrões celestes.
No modo de ver da Astrologia Arquetípica, foi registrado, de fato e a cada vez, o conjunto de efeitos de arquétipos sobre a realidade manifesta, como fatores ordenadores da expressão da existência, a despeito de que se supunha estar sendo apontado o conjunto de efeitos diretos, e metafísicos, de corpos celestes.
E, se falo de arquétipos, não estou adotando o sentido utilizado por Platão e por outros filósofos da Antiguidade, mas referindo-me aos conceitos de Carl Jung sobre o termo, que foram preciosamente enriquecidos por físicos de Partículas (ou quânticos) como o Nobel Wolfgang Pauli e encontraram sentido ampliado na noção dos campos morfogênicos, de Rupert Sheldrake, a partir dos anos 1980.
Jung declarou: “A característica peculiar do arquétipo é que ele se manifesta não apenas psíquico-subjetivamente, mas também físico-objetivamente; em outras palavras, é possível que venha a ser provado ser uma ocorrência interna psíquica e também externa física”.
Pauli afirmou: “Os fatores de ordenação devem ser considerados além da distinção de ‘físico’ e ‘psíquico’ [...] Sou muito a favor de chamar esses arquétipos de ‘fatores ordenadores’, mas seria inadmissível defini-los como conteúdos [exclusivos] da psique. Em vez disso, as imagens internas são manifestações psíquicas dos arquétipos, que, no entanto, também teriam que criar, produzir, causar tudo no mundo material que acontece de acordo com as leis da natureza. As leis do mundo material se refeririam, portanto, às manifestações físicas dos arquétipos [...] Cada lei natural deveria então ter uma correspondência interna e vice-versa, mesmo que isso nem sempre seja plenamente visível hoje”.
Sheldrake explicou, referindo-se aos campos morfogênicos: “A abordagem que estou apresentando é muito semelhante à ideia de Jung do inconsciente coletivo. A principal diferença é que a ideia de Jung foi aplicada unicamente à experiência humana e à memória coletiva humana [já que ele era um psiquiatra]. O que estou sugerindo é que um princípio muito semelhante opera em todo o universo, não apenas nos seres humanos.
(Nas citações textuais acima, os trechos entre colchetes são meus.)
Estes avanços conceituais situam os arquétipos entre as categorias da natureza, não metafísicas, mesmo que ainda não bem entendidos, e tudo isto expliquei em minúcias no livro “Astrologia em diálogo com a Ciência e a Fé”, razão por que não vou estender-me aqui sobre isso e, sim, sobre o Teorema da Astrologia Arquetípica.

O Teorema da Astrologia Arquetípica
O primeiro passo é explicar de que eu falo, ao mencionar “teorema”.
Não me refiro a fatores algébricos, como se poderia supor com ligeireza ao lembrar do conhecido Teorema de Pitágoras: “em um triângulo equilátero o quadrado da hipotenusa é igual ao quadrado da soma dos catetos”.
Eu falo no sentido mais amplo do termo, referindo-me ao que, na Matemática e também na Filosofia, é uma conclusão lógica deduzida a partir de fatos, que precisa ser demonstrada para se tornar evidente e pode ser posta em dúvida (como em tudo que se proponha a ser explicação da existência).
Assim, eu apresentei o Teorema da Astrologia Arquetípica:

Sejam os postulados:
a. {S1, S2, S3 ... Sn} = um conjunto de símbolos astrológicos
    dos efeitos de peculiares e específicos campos ordenadores,
b. {C1, C2, C3... Cn} = um conjunto de padrões ordenados
    de manifestação da existência natural (formas e hábitos),
    de acordo com a espécie de fenômeno que estiver sendo
    diagnosticado ou prognosticado (coisa, evento ou pessoa)
e seja:
c. S1ÞC1, S2ÞC2, S3ÞC3...SnÞCn,
    de modo estável no tempo, onde o símbolo “Þ” significa
    “implica” ou “se... então”,
então:
    de {S1, S2, S3 ... Sn} verificado em uma Carta astrológica
    se deduz {C1, C2, C3 ... Cn} do fenômeno a que a Carta
    astrológica se refere (seja coisa, evento ou pessoa).
Com, o que, faz-se a diagnose ou prognose de certo fenômeno manifestado na existência.

O que busquei alcançar com ele?
Com S1, S2, S3, etc., refiro-me aos símbolos astrológicos usados para denotar os tipos de efeito percebidos de peculiares arquétipos (ou campos ordenadores), com cada símbolo ou arranjo simbólico sendo correlacionado a um típico padrão de manifestação; com C1, C2, C3, etc., refiro-me a certos padrões da existência manifesta, conforme ao que esteja sendo analisado (em coisa, evento ou pessoa).
Ao correlacionar S e C, isto é, certos símbolos a certos padrões da existência, e de modo estável e perene (isto é: o significado do símbolo ou arranjo simbólico se mantém, no tempo), a correlação estabelecida permite a interpretação do conjunto simbólico que a cada caso a Astrologia oferece para deduzir que padrão de manifestação ocorre na existência (conforme seja em coisa, em evento ou em pessoa).
O teorema indica mais: se os símbolos presentes na Carta natal do fenômeno (seja coisa, evento ou pessoa) denotam características do fenômeno (em diagnóstico, conforme ao tipo de fenômeno em análise), os símbolos ou arranjos simbólicos que estarão presentes no futuro (segundo técnicas preditivas como Trânsitos e Direções) indicam hoje que características o fenômeno então probabilisticamente terá (em prognóstico, também conforme ao tipo de fenômeno em análise).

Aplicando-se a todas as diferentes Astrologias
Mas por que me pareceu ser útil e necessário um tal Teorema?
Aqui, adapto um conceito exposto pela astróloga Celisa Beranger, em seu artigo “O problema dos sistemas de casas”. Ela afirma, ao referir-se aos diferentes sistemas de Casas Astrológicas (Placidus, Regiomontanus, Iguais, Koch, Porfírio, etc.): “determinadas técnicas foram criadas com um sistema específico e, neste caso, para utilizar a técnica é preciso respeitar o sistema indicado”.
Penso igual quando penso em Astrologia Ocidental, Astrologia Jyotisha, Astrologia Chinesa, etc.: cada uma é um sistema inteiro e integrado que foi desenvolvido em seu próprio e exclusivo feitio, por meio dos símbolos e dos arranjos simbólicos desenvolvidos em cada região (e cultura), e como tal deve ser entendida e estudada e praticada.
Por isto são várias, as Astrologias, e diferentes entre si: cada qual retratou a existência terrestre percebida com os seus próprios símbolos, o que resultou em variados conjuntos simbólicos e linguagens expositivas de interpretação.
Bem depois de estar criada cada uma, em sua região e sua época, é que dinâmicas históricas transculturais permitiram identificar e estabelecer analogias possíveis entre elas, já que todas, cada qual a seu modo, se referiram a semelhantes manifestações fundamentais na existência, seja em coisa, evento ou pessoa.
Ademais, embora se referissem a padrões análogos percebidos em qualquer lugar, já que os padrões fenomênicos fundamentais da existência (em coisa, tipo de evento ou pessoa) são bastante semelhantes em toda região do mundo (ressalvadas as diferenças objetivas derivadas de condições climáticas, geográficas ou da biosfera), os referenciais utilizados para a construção dos símbolos e ou arranjos simbólicos foram típicos de cada Astrologia.
Como exemplo, a Astrologia Ocidental se elaborou sobre um Zodíaco Tropical (referido ao Ponto Vernal na Eclíptica) e a Astrologia Jyotisha se elaborou sobre um Zodíaco Sideral (referido às Constelações), donde a diferença de posições planetárias zodiacais entre as duas Astrologias em cada mesmo momento no tempo.




Também se sabe que a Astrologia Ocidental adota a noção de quatro Elementos (Ar, Terra, Fogo e Água), enquanto a Astrologia Chinesa pressupõe a existência de cinco (Terra, Fogo, Água, Metal e Madeira), assim como que na Astrologia Ocidental os Signos são sempre ou Positivos ou Negativos, enquanto que na Chinesa todo Signo pode ser Positivo ou Negativo, dependendo de certas circunstâncias.


E na Astrologia Jyotisha, Rahu e Ketu, que são os Nodos Lunares, têm status de Planetas, de tão importantes que nela são considerados, embora sejam só o resultado abstrato de cálculos trigonométricos zodiacais e, não, corpos celestes.



Tais diferenças não permitem dizer que uma Astrologia é “melhor”, “mais adequada” ou “mais eficiente” do que outra, e podemos apenas dizer que todas operam de modo característico e distintivo, mesmo quando analisam um mesmo e específico tipo de fenômeno (seja em coisa, evento ou pessoa).
De todas as Modalidades astrológicas, no entanto, pode-se dizer o mesmo: se S e C são correlacionados de modo estável e perene, seja qual for o símbolo S (ou arranjo simbólico) que se correlaciona a cada C (padrão de manifestação na existência, de coisa, evento ou pessoa), explica-se a lógica diagnóstica ou prognóstica daquela específica Astrologia.
Dito de outra maneira: havendo um conjunto simbólico, com os símbolos relacionados de forma estável e duradoura a específicas formas de manifestação da existência (em coisa, evento ou pessoa), pelos símbolos que conformam uma Carta astrológica é possível diagnosticar ou prognosticar as formas de expressão desta coisa, deste evento ou desta pessoa, seja o conjunto simbólico e o repertório de significados de qual Astrologia for.
Com isto eu volto ao modelo teórico da Astrologia Arquetípica.
Se meu objetivo é aproximar a Astrologia das Ciências, e estas exigem lógica natural na explicação – lógica que eu considero válida, pois em meu entender a Astrologia não é matéria de fé e, sim, de razão –, era inevitável elaborar um esquema teórico em que toda e qualquer Astrologia logicamente se encaixasse, e com causas naturais, a despeito das variações simbólicas e ou interpretativas peculiares entre elas todas e respeitando as características próprias de cada Astrologia.
Portanto:
a) além de ser necessário comprovar de modo experimental e empírico as conclusões a que as Astrologias chegam, para demonstrar a conclusão lógica deduzida a partir de fatos (“tais e tais símbolos efetivamente indicam tais e tais características da existência manifesta em coisa, evento ou pessoa, e presente ou futura”),
b) e de ser preciso avaliar com rigor o modelo teórico da Astrologia Arquetípica, que apresentei, para aceitá-lo ou não como hipótese explicativa válida,
c) pareceu-me conveniente estabelecer um modelo conceitual no formato de teorema que explica, a qualquer um e de modo consistente, a lógica operativa natural da Astrologia, seja qual for a Modalidade ou especialidade astrológica, que deduz o que há (ou haverá) com base na interpretação dos símbolos (ou arranjos simbólicos) que utiliza em seu ofício, seja na Ocidental, na Jyotisha, na Chinesa ou em qualquer outra.
Por isso foi elaborado o Teorema da Astrologia Arquetípica, que deste modo serve a todas as Astrologias sem desservir a nenhuma.

2 comentários:

  1. Incrível o aprofundamento e a clareza como você aborda a Astrologia, desde seu primeiro livro. Literatura obrigatória para interessados no assunto.

    ResponderExcluir
  2. Interessante seu conceito participo de site de astrologia e vejo dentro dos fóruns muita mistura de diferentes tipos de astrologia aquilo acaba que embananando as idéias vc fica perdido, só acho uma leitura bem complexa esta mistura toda que vc esta tentando passar, mais e valida inovadora vale a pena quebrar a kbça kkkk um abraço aquariano querido gênio.

    ResponderExcluir

Translate