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10 de nov. de 2013

Para algumas pessoas, o “invisível” está bem aqui ao lado



Dia destes, eu conversava com uma pessoa e ela me contava ter uma sensibilidade extrema aos assuntos “do invisível”, que é como também, por vezes, se denomina a camada espiritual da existência.



Poderia ser fantasia, pois não poucos são aqueles que julgam ver “seres” onde, de fato, existem apenas projeções de seus conteúdos inconscientes sob a forma de figuras imaginadas.

Mas não era... Neste caso, tratava-se de alguém com aspectos muito intensos de Netuno com Sol e Mercúrio em sua Carta natal astrológica, numa configuração simbólica costumeira de quem nasce com o tipo de capacidade humana que nos habituamos a chamar de “mediúnica”.

São pessoas que com enorme facilidade sentem sua mente atravessar a barreira de diferentes camadas da existência, a ponto de poderem se confundir no dia-a-dia: afinal, qual é a verdadeira realidade, a de “lá” ou a “daqui”? A espiritual ou esta, mais comum, a mundana?

Muitas vezes são pessoas que, na infância, conviviam com “amigos imaginários”.

Bem, muitas crianças fazem isso, mas em casos assim o “convívio” é mais intenso ao extremo, pois sua facilidade de verdadeiramente contatar entes espirituais está posta desde o nascimento. 

Costuma não ser só imaginação.

Portanto, seu processo educacional deve ser duplo: por um lado, receber suporte para o futuro entendimento de que este tipo de possibilidade é normal, embora incomum, para não se julgar insana ao vivenciar experiências paranormais (ou mediúnicas); por outro lado, ser reforçada desde muito cedo a aprender a discernir com o maior grau de realismo possível, para atenuar o risco de confundir-se na avaliação de pessoas e fatos com os quais venha a conviver ou se envolver.

Ao mesmo tempo, devem ser alertadas para a intensa propensão que carregam de vir a desenvolver uma certa “paixão pelo porrinho”, pois por vezes a realidade objetiva é desafiadora demais e a pessoa se inclina a entorpecer seu contato com ela. Deste modo, devem precaver-se bastante contra a ingestão de chás, fumos, bebidas e drogas que alterem sua consciência, evitando tais substâncias ou, em situações de consumo, fazendo-o com enorme parcimônia e cuidado.

Em geral são pessoas que terminam se encaminhando para as atividades de atendimento das dores humanas, da Enfermagem à Psicologia, pois nestas áreas profissionais encontram espaço validado para atuação da imensa compaixão que carregam, fruto da descomunal facilidade de “fusão” com o outro.

Nestes casos, entretanto, devem cuidar-se para que a compaixão não obscureça o discernimento, quando podem comprometer a qualidade do atendimento que oferecem ou mesmo prejudicar-se, sem beneficiar ninguém, nem a si.

15 de out. de 2013

Revolução e revelação: Urano e Plutão em Quadratura



Como o mundo que conhecemos é todo ele um imenso sistema, muitos dos princípios simbólicos que vigoram na Astrologia Arquetípica para auxiliar a diagnosticar a realidade inconsciente humana e, por decorrência, sua existência manifesta, auxiliam a entender melhor as dinâmicas do coletivo e das multidões.


Esta é a base da chamada Astrologia Mundial, uma especialidade da Astrologia que se debruça sobre os acontecimentos que impactam cidades, países ou mesmo o planeta inteiro. Veja o caso das manifestações populares que marcaram o Brasil no mês de junho de 2013.

Antes de um movimento nacional isolado, foram a manifestação aqui localizada de dinâmicas coletivas de contestação que, todas se revestindo de características semelhantes, abalaram os Estados Unidos (“Occupy Wall Street”), a Espanha (“Los Indignados”), os países árabes (“Primavera árabe”) e mesmo a Inglaterra, povos e países com dinâmicas sociais, perfis culturais e situações econômicas muito distintas entre si.

O que se verificou no conjunto de símbolos astrológicos vigentes “no céu” no início da segunda década do Século XXI (2012-2015)? Uma quadratura (90º) entre Urano e Plutão, planetas associáveis ao coletivo porque simbolizando o transpessoal, indicando tensa (quadratura) e imprevista ruptura (Urano) da ordem estabelecida (Plutão em Capricórnio), em direção a profundíssimas modificações e renovação (Plutão).

Ou seja: embora tenham sido específicas de realidades com conformação própria, o que nunca se pode deixar de considerar para um melhor entendimento, foram expressões de poderosas dinâmicas do psiquismo coletivo, naquilo que já se chamou de zeitgeist, ou “espírito do tempo”, que artistas captam como ninguém (por sua inconsciente sensibilidade transpessoal) e expressam em sua obra.

Não casualmente, Urano é um dos símbolos astrológicos mais diretamente associáveis a eletroeletrônica e computação (assim como Plutão, neste segundo caso). E em praticamente todos os lugares as manifestações só foram possíveis graças ao uso intensivo das tecnologias de informação das redes sociais.

6 de out. de 2013

Paranormalidade, ou “razão além da natural”

   A existência tem muito mais dimensões do que os nossos sensores mais comuns e a nossa consciência corriqueira conseguem perceber.
   Para estas dimensões, existem as funções mentais que a Astrologia convencionalmente associou a Urano, Netuno e Plutão, mesmo sem saber, antigamente, do que estava falando.


Estes três planetas, denominados “exteriores” ou “transpessoais”, estão sempre associados ao que costumamos chamar de “mediunidade” ou capacidade de percepção extra-sensorial (PES).
Acontece que estes planetas, por serem associados simbolicamente a funções mentais que operam além do estado comum de consciência, muitas vezes indicam a possibilidade de redução de contato com a realidade, que é quando a pessoa julga possuir um poder que não tem, e fica “se achando”, ou embarca num mundo de ilusão e fantasia.
Uma interpretação arquetípica de Carta natal astrológica indica para a pessoa os cuidados que deve ter ao buscar desenvolver estes potenciais incomuns, bem como a real possibilidade que detém de atingir este desenvolvimento pessoal, de modo mais harmonioso e produtivo para si e o seu próximo.
Isto se verifica pela análise arquetípica dos aspectos geométricos, na Carta natal astrológica, entre estes três planetas e os planetas denominados “pessoais”: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte.

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