Temática:

#AdaptaçãoPessoal (1) #Anima (2) #Animus (2) #Arquétipos (2) #Arte (1) #Ascendente (2) #AstrologiaArquetípica (49) #AstrologiaClinica (24) #AstrologiaComportamento (7) #AstrologiaHindu (5) #AstrologiaMundial (9) #Autoafirmação (1) #Autoconhecimento (24) #Beleza (1) #CamposMorfogênicos (1) #Carma (1) #Ciência (7) #Coletivo (1) #ConflitosÍntimos (1) #ConvívioGrupal (1) #Criança (1) #Criatividade (1) #Cristianismo (5) #Cursos (1) #Demarcação (1) #Destino (2) #Devoção (1) #DiagnósticoDePersonalidade (9) #Disciplina (2) #Ego (1) #Entrevistas (4) #Espiritualidade (3) #Estratégia (1) #Eventos (1) #Experimento (1) #Extroversão (1) #Fé (6) #Filho (1) #Filosofia (8) #FilosofiaDaAstrologia (7) #Genialidade (1) #HarmoniaPessoal (1) #Homoafetividade (1) #Identidade (1) #Individuação (1) #Inovação (2) #Inteligência (2) #Interpretação (1) #Introversão (1) #Intuição (2) #Jung (4) #Livre-arbítrio (1) #Magia (1) #Mapa infantil (1) #MenteECorpo (1) #Mitologia (7) #Paciência (1) #Paranormalidade (2) #Pensamento (2) #Pensamento Complexo (1) #Planejamento (1) #Poesia (1) #Preconceito (3) #Profissão (3) #Psicologia (6) #PsicologiaTranspessoal (3) #Psicoterapia (7) #PsiqueColetiva (4) #ReformaÍntima (2) #RelacionamentoPessoal (6) #Religião (5) #Resiliência (1) #Romantismo (1) #Sadismo (2) #Semiótica (4) #Sensação (1) #Sentimento (1) #Sex-appeal (1) #Sexismo (1) #Sexualidade (1) #Sinastria (2) #Solidão (1) #Superego (2) #TécnicaAstrológica (12) #Teologia (3) #TiposHumanos (1) #VidasPassadas (2) #Yang (1) #Yin (1)
Mostrando postagens com marcador #PsiqueColetiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #PsiqueColetiva. Mostrar todas as postagens

1 de ago. de 2019

DISCUSSÃO SOBRE UM TEOREMA, O DA ASTROLOGIA ARQUETÍPICA


Na Astrológica 2019 apresentei o que a mim parece um caminho inevitável daqui em frente para a Astrologia, embora deva ser pavimentado aos poucos, tantas são as opiniões a conciliar (e os preconceitos, pró ou contra, a superar): a validação pública de um campo de conhecimentos científicos denominado “Ciências Astrológicas”, expressado por meio de diferentes especializações técnicas da Astrologia.
Parti da constatação de que astrólogos(as) costumam ser generalistas, tanto no aprendizado quanto no exercício profissional, adaptando os significados dos símbolos que manejam ao tipo de assunto que estiver em análise a cada vez: o comportamento de alguém, o corpo humano, o mundo dos negócios ou das finanças, o estado geral da coletividade, o momento mais adequado para dar início a algo, uma relação humana (pessoal ou profissional), e assim por diante. Desta forma, tratam de tudo um pouco, cada qual em sua preferência e com seu grau de conhecimento ou competência interpretativa e expositiva.
Também parti da existência de variadas Modalidades astrológicas, todas elas recebendo o nome de “Astrologia”, embora sejam linguagens diferentes elaboradas com referenciais e elementos simbólicos também distintos: para citar os exemplos mais comumente mencionados, a Astrologia Ocidental (a mais conhecida no Brasil), a Astrologia Jyotisha (ou Védica hindu) e a Astrologia Chinesa.
Então, já não bastasse a polissemia (ou múltiplos e simultâneos significados) dos símbolos astrológicos que cada Astrologia usa, sempre interpretados exatamente de acordo com o tipo de fenômeno que estiver em avaliação (coisa, evento ou pessoa), ainda há que ser enfrentada a dificuldade de lidar com dessemelhantes sistemas simbólicos ao se mencionar “Astrologia”.
Não é à toa que para muita gente que não conhece melhor Astrologia isso parece sandice: o mesmo tipo de coisa apontando diferentes significados ou o mesmo tipo de significado sendo apontado por diferentes coisas!
Então, no que pude apresentar foquei em explicar por que me parecia ser imprescindível evoluir para especializações astrológicas demarcadas, definindo o repertório de significados para cada tipo de objeto de análise (coisa, evento ou pessoa), pois o que pretendo é ajudar a fortalecer um reconhecimento científico do verdadeiro valor (que é imenso!) dos conhecimentos astrológicos.
De passagem, na mesma apresentação mencionei o modelo teórico que vim desenvolvendo como hipótese explicativa da efetividade da Astrologia, a qual, a meu ver, se apoia em causas naturais e, não, em causas metafísicas, hipótese que apresentei em detalhes no meu mais recente livro, “Astrologia em diálogo com a Ciência e a Fé”.


Fez parte do desenvolvimento do modelo, que desde 2013 venho denominando “Astrologia Arquetípica”, a concepção do que chamei de “Teorema da Astrologia Arquetípica” – e a fugaz menção a este teorema, sem a devida explicação detalhada (em função do tempo curto para a exposição), suscitou comentários que se prolongaram aqui ou ali até o segundo dia da Astrológica 2019, como se tivesse sido minha a intenção de “colocar a Astrologia numa caixinha” ou “transformar a vida em uma fórmula matemática”, o que é impossível.
Quis, então, detalhar este particular aspecto do modelo, para que, com melhor conhecimento, se possa concordar ou discordar do que apresentei.

Coincidência de padrões observados
A estrutura conceitual do modelo da “Astrologia Arquetípica” se elaborou sobre a premissa de que, no transcorrer do tempo, e falo de milênios, os seres humanos observaram a ocorrência de específicos padrões na existência (em si, em outrem e no ambiente) e, no mesmo tempo, a ocorrência de determinados padrões zodiacais.
Então, ao tentar entender e explicar as causas das ocorrências terrestres, base de qualquer doutrina ou filosofia, esta coincidência de padrões simultâneos “lá” e “cá” levou quem estudava o assunto (os sábios de cada época e lugar) a supor que o que se via no céu, referenciado ao Zodíaco, era causa do que se observava na Terra.
E já que os padrões celestes eram perenes, regulares e previsíveis, os sábios supuseram que o seu estudo, apoiado em relações de coincidências (ou manuais de interpretação), permitiria definir que padrões terrestres se manifestavam junto com que padrões celestes (“isto = tal coisa”, “aquilo = outra coisa”, etc.).
Em cada região estas relações de coincidências foram elaboradas com o peculiar conjunto de referenciais e de símbolos de cada cultura, de acordo com o que lá se acreditava, embora tudo de alguma forma se relacionasse ao que era observado no céu, já que o céu e os movimentos dos corpos celestes eram tidos por todos como que regularmente eternos, dada a lentidão (para os padrões humanos de tempo) e a marcante previsibilidade das alterações observadas no céu.
Por óbvio, mesmo supondo haver relação causal direta entre cada corpo celeste (ou símbolo zodiacal) e cada padrão (tipo) de ocorrência terrestre, os sábios nunca puderam observar o próprio efeito dos corpos celestes, em termos materiais ou de energia, tendo por meio de ordenamento do que se observava apenas o conjunto de ocorrências terrestres associadas, no espaço-tempo, aos padrões celestes.
No modo de ver da Astrologia Arquetípica, foi registrado, de fato e a cada vez, o conjunto de efeitos de arquétipos sobre a realidade manifesta, como fatores ordenadores da expressão da existência, a despeito de que se supunha estar sendo apontado o conjunto de efeitos diretos, e metafísicos, de corpos celestes.
E, se falo de arquétipos, não estou adotando o sentido utilizado por Platão e por outros filósofos da Antiguidade, mas referindo-me aos conceitos de Carl Jung sobre o termo, que foram preciosamente enriquecidos por físicos de Partículas (ou quânticos) como o Nobel Wolfgang Pauli e encontraram sentido ampliado na noção dos campos morfogênicos, de Rupert Sheldrake, a partir dos anos 1980.
Jung declarou: “A característica peculiar do arquétipo é que ele se manifesta não apenas psíquico-subjetivamente, mas também físico-objetivamente; em outras palavras, é possível que venha a ser provado ser uma ocorrência interna psíquica e também externa física”.
Pauli afirmou: “Os fatores de ordenação devem ser considerados além da distinção de ‘físico’ e ‘psíquico’ [...] Sou muito a favor de chamar esses arquétipos de ‘fatores ordenadores’, mas seria inadmissível defini-los como conteúdos [exclusivos] da psique. Em vez disso, as imagens internas são manifestações psíquicas dos arquétipos, que, no entanto, também teriam que criar, produzir, causar tudo no mundo material que acontece de acordo com as leis da natureza. As leis do mundo material se refeririam, portanto, às manifestações físicas dos arquétipos [...] Cada lei natural deveria então ter uma correspondência interna e vice-versa, mesmo que isso nem sempre seja plenamente visível hoje”.
Sheldrake explicou, referindo-se aos campos morfogênicos: “A abordagem que estou apresentando é muito semelhante à ideia de Jung do inconsciente coletivo. A principal diferença é que a ideia de Jung foi aplicada unicamente à experiência humana e à memória coletiva humana [já que ele era um psiquiatra]. O que estou sugerindo é que um princípio muito semelhante opera em todo o universo, não apenas nos seres humanos.
(Nas citações textuais acima, os trechos entre colchetes são meus.)
Estes avanços conceituais situam os arquétipos entre as categorias da natureza, não metafísicas, mesmo que ainda não bem entendidos, e tudo isto expliquei em minúcias no livro “Astrologia em diálogo com a Ciência e a Fé”, razão por que não vou estender-me aqui sobre isso e, sim, sobre o Teorema da Astrologia Arquetípica.

O Teorema da Astrologia Arquetípica
O primeiro passo é explicar de que eu falo, ao mencionar “teorema”.
Não me refiro a fatores algébricos, como se poderia supor com ligeireza ao lembrar do conhecido Teorema de Pitágoras: “em um triângulo equilátero o quadrado da hipotenusa é igual ao quadrado da soma dos catetos”.
Eu falo no sentido mais amplo do termo, referindo-me ao que, na Matemática e também na Filosofia, é uma conclusão lógica deduzida a partir de fatos, que precisa ser demonstrada para se tornar evidente e pode ser posta em dúvida (como em tudo que se proponha a ser explicação da existência).
Assim, eu apresentei o Teorema da Astrologia Arquetípica:

Sejam os postulados:
a. {S1, S2, S3 ... Sn} = um conjunto de símbolos astrológicos
    dos efeitos de peculiares e específicos campos ordenadores,
b. {C1, C2, C3... Cn} = um conjunto de padrões ordenados
    de manifestação da existência natural (formas e hábitos),
    de acordo com a espécie de fenômeno que estiver sendo
    diagnosticado ou prognosticado (coisa, evento ou pessoa)
e seja:
c. S1ÞC1, S2ÞC2, S3ÞC3...SnÞCn,
    de modo estável no tempo, onde o símbolo “Þ” significa
    “implica” ou “se... então”,
então:
    de {S1, S2, S3 ... Sn} verificado em uma Carta astrológica
    se deduz {C1, C2, C3 ... Cn} do fenômeno a que a Carta
    astrológica se refere (seja coisa, evento ou pessoa).
Com, o que, faz-se a diagnose ou prognose de certo fenômeno manifestado na existência.

O que busquei alcançar com ele?
Com S1, S2, S3, etc., refiro-me aos símbolos astrológicos usados para denotar os tipos de efeito percebidos de peculiares arquétipos (ou campos ordenadores), com cada símbolo ou arranjo simbólico sendo correlacionado a um típico padrão de manifestação; com C1, C2, C3, etc., refiro-me a certos padrões da existência manifesta, conforme ao que esteja sendo analisado (em coisa, evento ou pessoa).
Ao correlacionar S e C, isto é, certos símbolos a certos padrões da existência, e de modo estável e perene (isto é: o significado do símbolo ou arranjo simbólico se mantém, no tempo), a correlação estabelecida permite a interpretação do conjunto simbólico que a cada caso a Astrologia oferece para deduzir que padrão de manifestação ocorre na existência (conforme seja em coisa, em evento ou em pessoa).
O teorema indica mais: se os símbolos presentes na Carta natal do fenômeno (seja coisa, evento ou pessoa) denotam características do fenômeno (em diagnóstico, conforme ao tipo de fenômeno em análise), os símbolos ou arranjos simbólicos que estarão presentes no futuro (segundo técnicas preditivas como Trânsitos e Direções) indicam hoje que características o fenômeno então probabilisticamente terá (em prognóstico, também conforme ao tipo de fenômeno em análise).

Aplicando-se a todas as diferentes Astrologias
Mas por que me pareceu ser útil e necessário um tal Teorema?
Aqui, adapto um conceito exposto pela astróloga Celisa Beranger, em seu artigo “O problema dos sistemas de casas”. Ela afirma, ao referir-se aos diferentes sistemas de Casas Astrológicas (Placidus, Regiomontanus, Iguais, Koch, Porfírio, etc.): “determinadas técnicas foram criadas com um sistema específico e, neste caso, para utilizar a técnica é preciso respeitar o sistema indicado”.
Penso igual quando penso em Astrologia Ocidental, Astrologia Jyotisha, Astrologia Chinesa, etc.: cada uma é um sistema inteiro e integrado que foi desenvolvido em seu próprio e exclusivo feitio, por meio dos símbolos e dos arranjos simbólicos desenvolvidos em cada região (e cultura), e como tal deve ser entendida e estudada e praticada.
Por isto são várias, as Astrologias, e diferentes entre si: cada qual retratou a existência terrestre percebida com os seus próprios símbolos, o que resultou em variados conjuntos simbólicos e linguagens expositivas de interpretação.
Bem depois de estar criada cada uma, em sua região e sua época, é que dinâmicas históricas transculturais permitiram identificar e estabelecer analogias possíveis entre elas, já que todas, cada qual a seu modo, se referiram a semelhantes manifestações fundamentais na existência, seja em coisa, evento ou pessoa.
Ademais, embora se referissem a padrões análogos percebidos em qualquer lugar, já que os padrões fenomênicos fundamentais da existência (em coisa, tipo de evento ou pessoa) são bastante semelhantes em toda região do mundo (ressalvadas as diferenças objetivas derivadas de condições climáticas, geográficas ou da biosfera), os referenciais utilizados para a construção dos símbolos e ou arranjos simbólicos foram típicos de cada Astrologia.
Como exemplo, a Astrologia Ocidental se elaborou sobre um Zodíaco Tropical (referido ao Ponto Vernal na Eclíptica) e a Astrologia Jyotisha se elaborou sobre um Zodíaco Sideral (referido às Constelações), donde a diferença de posições planetárias zodiacais entre as duas Astrologias em cada mesmo momento no tempo.




Também se sabe que a Astrologia Ocidental adota a noção de quatro Elementos (Ar, Terra, Fogo e Água), enquanto a Astrologia Chinesa pressupõe a existência de cinco (Terra, Fogo, Água, Metal e Madeira), assim como que na Astrologia Ocidental os Signos são sempre ou Positivos ou Negativos, enquanto que na Chinesa todo Signo pode ser Positivo ou Negativo, dependendo de certas circunstâncias.


E na Astrologia Jyotisha, Rahu e Ketu, que são os Nodos Lunares, têm status de Planetas, de tão importantes que nela são considerados, embora sejam só o resultado abstrato de cálculos trigonométricos zodiacais e, não, corpos celestes.



Tais diferenças não permitem dizer que uma Astrologia é “melhor”, “mais adequada” ou “mais eficiente” do que outra, e podemos apenas dizer que todas operam de modo característico e distintivo, mesmo quando analisam um mesmo e específico tipo de fenômeno (seja em coisa, evento ou pessoa).
De todas as Modalidades astrológicas, no entanto, pode-se dizer o mesmo: se S e C são correlacionados de modo estável e perene, seja qual for o símbolo S (ou arranjo simbólico) que se correlaciona a cada C (padrão de manifestação na existência, de coisa, evento ou pessoa), explica-se a lógica diagnóstica ou prognóstica daquela específica Astrologia.
Dito de outra maneira: havendo um conjunto simbólico, com os símbolos relacionados de forma estável e duradoura a específicas formas de manifestação da existência (em coisa, evento ou pessoa), pelos símbolos que conformam uma Carta astrológica é possível diagnosticar ou prognosticar as formas de expressão desta coisa, deste evento ou desta pessoa, seja o conjunto simbólico e o repertório de significados de qual Astrologia for.
Com isto eu volto ao modelo teórico da Astrologia Arquetípica.
Se meu objetivo é aproximar a Astrologia das Ciências, e estas exigem lógica natural na explicação – lógica que eu considero válida, pois em meu entender a Astrologia não é matéria de fé e, sim, de razão –, era inevitável elaborar um esquema teórico em que toda e qualquer Astrologia logicamente se encaixasse, e com causas naturais, a despeito das variações simbólicas e ou interpretativas peculiares entre elas todas e respeitando as características próprias de cada Astrologia.
Portanto:
a) além de ser necessário comprovar de modo experimental e empírico as conclusões a que as Astrologias chegam, para demonstrar a conclusão lógica deduzida a partir de fatos (“tais e tais símbolos efetivamente indicam tais e tais características da existência manifesta em coisa, evento ou pessoa, e presente ou futura”),
b) e de ser preciso avaliar com rigor o modelo teórico da Astrologia Arquetípica, que apresentei, para aceitá-lo ou não como hipótese explicativa válida,
c) pareceu-me conveniente estabelecer um modelo conceitual no formato de teorema que explica, a qualquer um e de modo consistente, a lógica operativa natural da Astrologia, seja qual for a Modalidade ou especialidade astrológica, que deduz o que há (ou haverá) com base na interpretação dos símbolos (ou arranjos simbólicos) que utiliza em seu ofício, seja na Ocidental, na Jyotisha, na Chinesa ou em qualquer outra.
Por isso foi elaborado o Teorema da Astrologia Arquetípica, que deste modo serve a todas as Astrologias sem desservir a nenhuma.

31 de out. de 2014

A TEIA DO MUNDO E O BRASIL

Passado o período eleitoral, mais tenso, ouso escrever sobre Astrologia Mundial, pois já não pareceria campanha a favor de, ou contra, este ou outro candidato. Digo: ouso, por não ser versado nesta modalidade astrológica (que descreve e analisa eventos em nível coletivo, seja em país, seja no mundo) e apenas querer partilhar um pouco do muito que vim aprendendo com astrólogos experientes nesta especialidade, como Robson Papaleo e Rui Sá Silva Barros, embora aplicado a uma visão de mundo e a uma compreensão política que me são peculiares.










Em alguns de meus escritos venho utilizando a expressão “teia do mundo”, por meu entendimento de que uma ordem implícita codetermina os eventos na ordem explícita que vivenciamos e percebemos, utilizando aqui conceitos e expressões do físico David Bohm, no âmbito da mecânica quântica.

Ordem implícita que, por sua vez, a nós se revela, mesmo antes de se explicitar, na medida em que consigamos identificar e interpretar arquétipos associáveis a cada  momentum desta teia, o que é a base operativa da compreensão astrológica do mundo e de seus fenômenos inanimados ou animados, objetivos ou subjetivos, individuais, grupais ou coletivos.

Como sabem os que acompanham Astrologia Mundial, em nível planetário e desde 2010 a alma coletiva vinha se caracterizando por tensos momentos de desafio às ordens estabelecidas, com eventos prenunciadores do que, mais à frente, poderia resultar em novas dinâmicas estruturais.

A T-Quadrada e a posterior Grande Cruz Cósmica (tensas e simultâneas Quadraturas e Oposições entre Júpiter, Saturno, Urano e Plutão, todos sendo símbolos da esfera do grupo ou dos coletivos) indicavam que, por um longo período (2010-2017), a humanidade, em cada local com cores e dores específicas, viria a atravessar fases de acentuada disrupção, sob o tipo de dinâmica própria de uma crise evolutiva: de modo dialético, há que se negar a ordem vigente em prol de outra, quase seja esta qual for, para depois, negando a negação, retomar a anterior em outro nível de ordenamento.

Tal qual se conhece, Aspectos tensos Saturno-Urano simbolicamente se associam a dinamismos de destruição criativa enquanto o aspecto estiver vigente, com desestruturação (Urano) para reestruturação (Saturno), dando-se o mesmo, embora de outro jeito, com aspectos Urano-Júpiter, e sendo exponenciado ao máximo possível durante aspectos Saturno-Plutão, aí, sim, em regeneração de fato.

Não à toa, nesta etapa o Norte da África foi tomado pelas “Primaveras árabes”, os Estados Unidos foram impactados por “Occupy Wall Street”, a Espanha conheceu “Los Indignados”, a Inglaterra se incendiou sob as manifestações de Tottenham e, entre demais lugares, no Brasil milhões foram às ruas em junho de 2013, por vezes até sem saber bem por que. O espírito do tempo, ou zeitgeist, era esse: confrontar para mudar.

Por natureza, provocando e sofrendo excessos de fundo emocional-afetivo (aqui, também no coletivo), pois se o pensamento muda com fácil agilidade, a base estruturante de sentimentos e hábitos existenciais (e isto vale para todos) só se altera “no tranco”. Como não há ruptura sem intensidade de oposição ao que exista, o traço marcial da agressividade (e plutônico, se em nível coletivo) esteve sempre presente, aqui com menor destruição, ali mais ameaçador, sob o risco de se jogar o bebê fora com a água do banho, ao invés de apenas esvaziar a bacia para água nova.

Soberanas no significado exposto, eram indicadas alterações de natureza essencial (Plutão) em estruturas (Capricórnio) como tom e teor do vastíssimo período todo: Plutão só entra em Aquário em finais de 2024. Se a realidade parece se organizar e ser cocausada por campos dentro de campos, como a Hipótese dos Campos Mórficos, entre outras, tenta explicar, o que ocorria no Brasil tinha dinâmica própria, dentro do dinamismo mais amplo da alma coletiva planetária.

Aqui, nos finais de 2011 Saturno entrava em Escorpião, Signo que recebe o Meio do Céu do Brasil, ponto que representa a estrutura central de governo. Eu não conseguia esquecer que, na Carta natal do Brasil, Marte está no início do Signo de Escorpião, em oposição a Saturno natal em III, simbolizando quanta agressividade contida (Saturno Oposto a Marte) e ressentida (Marte em Escorpião) reside latente no inconsciente do povo.

O País enfrentaria, assim, do início de 2012 até novembro de 2014, com ligeira “recaída” a ocorrer entre junho e agosto de 2015, a emersão da surda violência potencial que vigora na mente profunda brasileira, durante o tempo em que Saturno estivesse em Escorpião (com um apogeu na virada de 2012 para 2013, quando Saturno ativasse em cheio o eixo Saturno-Marte).

Tanto, que as manifestações populares de junho de 2013 tiveram o seu acentuado sentido reivindicatório quase comprometido por agressividade impositiva (Black blocs e vândalos de ocasião), repelindo parte da opinião pública e desaproveitando o que poderia ter sido só pressão legítima por modificações profundas na estrutura de poder central, isto é, no Governo.

Quando tudo parecia querer ir à deriva entre nós, um benfazejo trígono Júpiter-Netuno-Saturno, em Câncer-Peixes-Escorpião, mostrou que a alma brasileira se apaziguava um pouco e vimos ocorrer, entre nós, a 28ª Jornada Mundial da Juventude. Até para os não católicos foi momento de sentimentos doces, quer pelo assunto, já que o Espírito Santo é amor, quer pelo contraste com o que vinha sendo experimentado coletivamente.

Todo mundo, seja alma pessoal ou alma grupal, precisa de um tempo de respiro. Se nas vezes em que Saturno transitou sobre o Meio do Céu do Brasil, ao menos as mais recentes,  e indicou ter sido pouco antes ativado o eixo Saturno/Marte da agressividade impositiva nacional latente, ocorreram severas alterações no governo central, agora não deveria ser de outra forma.

Em 1954/1955, circunstância análoga da teia do mundo redundou no suicídio de Getúlio Vargas. Em 1984/1985, na eleição e morte de Tancredo Neves. Em 2014, o que ocorreria? Este era o meu temor, na onda de violência crescente que empolgava o Brasil inteiro, ainda mais, como também em 1954, sob atuação pressionadora da grande imprensa, importante formadora de opinião no público e geradora de fortes sentimentos no seio do coletivo, como sabemos.

Imprensa que, empenhada em opor-se à candidata do Governo, fazia por incrementar o que já era dominante: insatisfação resmunguenta coletiva, como Saturno faz pressupor, e em Escorpião, mostrando a face ressentida. Também gerando condições para que a inércia dominasse, própria do que Saturno mais bem simboliza, e travando iniciativas em geral, inclusive as necessárias na economia, que redundariam em menos mal-estar.

Ao meio do caminho, um novo respiro, exato quando Saturno fazia Conjunção pela segunda vez sucessiva com o Meio do Céu brasileiro: a Copa do Mundo, em junho/julho de 2014. Aquilo que se prenunciava como um desastre total, segundo a imagem coletiva gerada e repercutida diuturnamente, tomou o País em clima de festa e, a despeito de entre as linhas dos campos ter sido ruim para o Brasil, no que respeita a todo o resto foi só alegria, orgulho e satisfação.

Nunca mais se falou disto, pois outro assunto era dominante: as eleições presidenciais de outubro, sempre sob os significados apontados por Saturno conjunto ao Meio do Céu e em Quadratura com o Ascendente do Brasil, de novembro 2013 a outubro de 2014, sendo que, no intervalo de abril-outubro de 2014 o mesmo Saturno faria Quadratura com a Vênus brasileira e, assim, adicionalmente sugeria o incremento da perda geral de prazer e alegria na existência coletiva.

Todo dia eu rogava que chegássemos relativamente incólumes a novembro de 2014 – exceto Eduardo Campos, coitado, sob Saturno em conjunção exata com o Meio do Céu em agosto. Pois viria a ter início, então, em novembro, um benfazejo Sextil entre Saturno e Plutão, prolongado até outubro de 2015, sendo que de dezembro 2014 a janeiro 2015 começaria um magnífico Trígono de Plutão com o Sol natal do País, ao mesmo tempo em que um Sextil de Plutão com o Meio do Céu brasileiro, sugerindo que até dezembro de 2017, fosse qual fosse o candidato vencedor de agora na disputa pela Presidência, o Brasil finalizaria esta fase da teia do mundo, a do ressurgimento das cinzas de si mesmo, com intensa e irreversível alteração de estrutura, seja na esfera do Governo central (Meio do Céu), seja na identidade nacional (Sol), chamado a se reinventar – e para melhor, muito melhor.

Não poucos apontam que, passado o momento de ruptura no transcorrer da crise evolutiva, com todos os riscos que uma etapa como esta embute, a dinâmica de crescimento poderá ser marcante e sustentada em outras bases, indicada pelos símbolos que expõem arquetipicamente a teia do mundo. Lenta e segura (por Saturno, que até outubro de 2015 fará, por sua vez, Sextil com Plutão), ao mesmo tempo em que transformadora em um nível poucas vezes vivenciado no Brasil (por Plutão com Sol e com o Meio do Céu).

Há detalhes e nuances, conforme cada momentum atravessado da teia do mundo? Decerto, e sobre isso os especialistas em Astrologia Mundial saberão mais do que eu. Mas, vamos e venhamos: até que merecemos, após tantas dores e temores grupais, não?

Luiz Carlos

15 de out. de 2013

Revolução e revelação: Urano e Plutão em Quadratura



Como o mundo que conhecemos é todo ele um imenso sistema, muitos dos princípios simbólicos que vigoram na Astrologia Arquetípica para auxiliar a diagnosticar a realidade inconsciente humana e, por decorrência, sua existência manifesta, auxiliam a entender melhor as dinâmicas do coletivo e das multidões.


Esta é a base da chamada Astrologia Mundial, uma especialidade da Astrologia que se debruça sobre os acontecimentos que impactam cidades, países ou mesmo o planeta inteiro. Veja o caso das manifestações populares que marcaram o Brasil no mês de junho de 2013.

Antes de um movimento nacional isolado, foram a manifestação aqui localizada de dinâmicas coletivas de contestação que, todas se revestindo de características semelhantes, abalaram os Estados Unidos (“Occupy Wall Street”), a Espanha (“Los Indignados”), os países árabes (“Primavera árabe”) e mesmo a Inglaterra, povos e países com dinâmicas sociais, perfis culturais e situações econômicas muito distintas entre si.

O que se verificou no conjunto de símbolos astrológicos vigentes “no céu” no início da segunda década do Século XXI (2012-2015)? Uma quadratura (90º) entre Urano e Plutão, planetas associáveis ao coletivo porque simbolizando o transpessoal, indicando tensa (quadratura) e imprevista ruptura (Urano) da ordem estabelecida (Plutão em Capricórnio), em direção a profundíssimas modificações e renovação (Plutão).

Ou seja: embora tenham sido específicas de realidades com conformação própria, o que nunca se pode deixar de considerar para um melhor entendimento, foram expressões de poderosas dinâmicas do psiquismo coletivo, naquilo que já se chamou de zeitgeist, ou “espírito do tempo”, que artistas captam como ninguém (por sua inconsciente sensibilidade transpessoal) e expressam em sua obra.

Não casualmente, Urano é um dos símbolos astrológicos mais diretamente associáveis a eletroeletrônica e computação (assim como Plutão, neste segundo caso). E em praticamente todos os lugares as manifestações só foram possíveis graças ao uso intensivo das tecnologias de informação das redes sociais.

6 de out. de 2013

Paranormalidade, ou “razão além da natural”

   A existência tem muito mais dimensões do que os nossos sensores mais comuns e a nossa consciência corriqueira conseguem perceber.
   Para estas dimensões, existem as funções mentais que a Astrologia convencionalmente associou a Urano, Netuno e Plutão, mesmo sem saber, antigamente, do que estava falando.


Estes três planetas, denominados “exteriores” ou “transpessoais”, estão sempre associados ao que costumamos chamar de “mediunidade” ou capacidade de percepção extra-sensorial (PES).
Acontece que estes planetas, por serem associados simbolicamente a funções mentais que operam além do estado comum de consciência, muitas vezes indicam a possibilidade de redução de contato com a realidade, que é quando a pessoa julga possuir um poder que não tem, e fica “se achando”, ou embarca num mundo de ilusão e fantasia.
Uma interpretação arquetípica de Carta natal astrológica indica para a pessoa os cuidados que deve ter ao buscar desenvolver estes potenciais incomuns, bem como a real possibilidade que detém de atingir este desenvolvimento pessoal, de modo mais harmonioso e produtivo para si e o seu próximo.
Isto se verifica pela análise arquetípica dos aspectos geométricos, na Carta natal astrológica, entre estes três planetas e os planetas denominados “pessoais”: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte.

Translate