Temática:

#AdaptaçãoPessoal (1) #Anima (2) #Animus (2) #Arquétipos (2) #Arte (1) #Ascendente (2) #AstrologiaArquetípica (49) #AstrologiaClinica (24) #AstrologiaComportamento (7) #AstrologiaHindu (5) #AstrologiaMundial (9) #Autoafirmação (1) #Autoconhecimento (24) #Beleza (1) #CamposMorfogênicos (1) #Carma (1) #Ciência (7) #Coletivo (1) #ConflitosÍntimos (1) #ConvívioGrupal (1) #Criança (1) #Criatividade (1) #Cristianismo (5) #Cursos (1) #Demarcação (1) #Destino (2) #Devoção (1) #DiagnósticoDePersonalidade (9) #Disciplina (2) #Ego (1) #Entrevistas (4) #Espiritualidade (3) #Estratégia (1) #Eventos (1) #Experimento (1) #Extroversão (1) #Fé (6) #Filho (1) #Filosofia (8) #FilosofiaDaAstrologia (7) #Genialidade (1) #HarmoniaPessoal (1) #Homoafetividade (1) #Identidade (1) #Individuação (1) #Inovação (2) #Inteligência (2) #Interpretação (1) #Introversão (1) #Intuição (2) #Jung (4) #Livre-arbítrio (1) #Magia (1) #Mapa infantil (1) #MenteECorpo (1) #Mitologia (7) #Paciência (1) #Paranormalidade (2) #Pensamento (2) #Pensamento Complexo (1) #Planejamento (1) #Poesia (1) #Preconceito (3) #Profissão (3) #Psicologia (6) #PsicologiaTranspessoal (3) #Psicoterapia (7) #PsiqueColetiva (4) #ReformaÍntima (2) #RelacionamentoPessoal (6) #Religião (5) #Resiliência (1) #Romantismo (1) #Sadismo (2) #Semiótica (4) #Sensação (1) #Sentimento (1) #Sex-appeal (1) #Sexismo (1) #Sexualidade (1) #Sinastria (2) #Solidão (1) #Superego (2) #TécnicaAstrológica (12) #Teologia (3) #TiposHumanos (1) #VidasPassadas (2) #Yang (1) #Yin (1)
Mostrando postagens com marcador #RelacionamentoPessoal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #RelacionamentoPessoal. Mostrar todas as postagens

25 de jun. de 2022

Um enorme potencial à disposição de psicoterapeutas

 


Em seus estudos Jung interessou-se pela Astrologia como recurso de descrição das dinâmicas psíquicas inconscientes e de seus desdobramentos comportamentais, sejam as conflitivas, sejam as que sugerem potenciais.

Um dos primeiros indicadores deste interesse está em uma carta escrita por ele a Sigmund Freud em junho de 1911, na qual relata: “minhas noites estão sendo ocupadas com a Astrologia (...) Até agora consegui algumas coisas notáveis que lhe parecerão totalmente inacreditáveis (...) Parece, por exemplo, que os signos do zodíaco são figuras caracterológicas, isto é, símbolos da libido que representam as qualidades típicas da libido”.

Bem adiante, em 1947 ele escreveu ao indiano B. V. Raman: “como psicólogo, interesso-me principalmente na luz particular que o horóscopo lança sobre certas complicações caracterológicas. Em casos de diagnóstico psicológico difícil, geralmente utilizo um horóscopo para ter um ponto de vista adicional, de um ângulo totalmente diferente. Devo dizer que muitas vezes descobri que os dados astrológicos elucidavam certos pontos que de outra forma eu não teria sido capaz de entender. De tais experiências, formei a opinião de que a astrologia é de particular interesse para o psicólogo”.

E, em 1951, estabeleceu em Aion – Estudos sobre o simbolismo do Si-mesmo: “o significado fundamental do horóscopo é que, ao mapear as posições dos Planetas e suas relações entre si (Aspectos), junto com a distribuição dos Signos do Zodíaco (...), ele fornece uma imagem, primeiro do psíquico e, então, da constituição física do indivíduo. Ele representa, em essência, um sistema das qualidades originais e fundamentais do caráter de uma pessoa e, portanto, pode ser considerado um equivalente [simbólico] da psique individual”.

 

Por esta razão, em 1991 escrevi em Astrologia Clínica, um método de autoconhecimento que “até mesmo entre os estudiosos de Astrologia ou de Psicologia não costuma haver uma compreensão mais bem organizada de como estes dois vastos campos de conhecimento se interpenetram e enriquecem-se mutuamente. A Astrologia, oferecendo instrumental de detecção [e descrição] do que ocorre no interior da psique e, por consequência, na vida objetiva e subjetiva da pessoa; a Psicologia, oferecendo explicações conceituais sobre o dinamismo mental e a origem dos conteúdos da psique, atribuindo sentido e categorias descritivas mais precisas àquilo que o astrólogo percebe por meio do conjunto de símbolos que utiliza. Pense bem: é uma bênção dispor de um instrumento que propicie clara percepção do que ocorre nos desvãos do inconsciente, aos quais nem a consciência da própria pessoa tem acesso: isto, a Astrologia Clínica proporciona. Mas é igual bênção dispor de um arcabouço conceitual que propicie entender melhor, e como encaminhar de modo mais adequado, o que é então percebido: isto, a Psicologia oferece”.

 Na primeira parte do que eu disse: “clara percepção do que ocorre nos desvãos do inconsciente”, referia-me à descrição que é possibilitada pela Astrologia em seu exercício de retratar a base originária e as dinâmicas específicas da psique de alguém. Na segunda parte: “arcabouço conceitual que propicie entender melhor, e como encaminhar de modo mais adequado”, referia-me ao pensar e fazer próprios das psicoterapias (seja terapia profunda, breve ou de aconselhamento), para os quais o psicólogo (ou psiquiatra) é preparado, independente da Escola de Psicologia ou método de intervenção e técnica que adote em seu dia a dia de atendimento psicoterapêutico.

 

Segundo minha prática pessoal, exercida desde os anos 1980, tanto o psicoterapeuta quanto o paciente se beneficiam grandemente de uma descrição psicodiagnóstica com base em interpretação de Carta Natal astrológica, ao ajudá-los a descrever com mais clareza e precisão a paisagem inconsciente de caraterísticas e memórias que reside na psique do paciente desde a primeiríssima infância, e influencia sua memória e vontade sem que a consciência o saiba, possibilitando ao paciente, com o apoio do psicoterapeuta, uma atuação inteligente e decisiva sobre o seu panorama interno (e desdobramentos comportamentais) a partir dos valores ético-morais que adota, buscando se reformar intimamente para melhor.

A isto me proponho, também: ao trabalho conjunto com psicoterapeutas, independente da Escola ou do método que adotem, gerando para eles material cognitivo sobre a psique de seus pacientes, que permita potencializar os resultados de atendimento terapêutico que esteja em curso ou por se iniciar.

Meu trabalho, no que concerne ao uso da Astrologia para identificação e descrição de dinâmicas ideo-afetivas e emocionais, pode ser realizado também no caso de se tratar de relações interpessoais, indo além, então, de uma pessoa isolada: o paciente. Para psicoterapeutas que trabalhem com aconselhamento ou terapia familiar, a Astrologia Arquetípica oferece a possibilidade de identificar e descrever as dinâmicas inconscientes, inatas e ou condicionadas, que se estabelecem entre as pessoas envolvidas e costumam presidir a relação existente entre elas, no que diz respeito a dinâmicas conflitivas e à estimulação de potenciais.

É um enorme e riquíssimo conjunto de possibilidades.






27 de nov. de 2013

A imensa capacidade natural de gerar simpatia



Há pessoas que impactam pela extrema facilidade espontânea em gerar simpatia: quase não há, pode ser dito, quem não “goste imenso” de tais pessoas quando em um primeiro contato.


Se depois a afeição ou o respeito vai ser mantido, é outro assunto.


Em tais pessoas, e podem ser homens ou mulheres, é como se suas “metades” internas estivessem tão harmonizadas – como se diz no popular, suas “energias” masculinas e femininas –, que o impacto natural produzido é o de gerar intenção de proximidade e convívio, e a isto podemos chamar “simpatia”.


A Astrologia Arquetípica identifica tal competência humana (não meritória, porque involuntária e inconsciente) quando os símbolos de Sol e Lua estão em Aspecto bastante harmonioso entre si na Carta astrológica natal, independente de Signo ou das Casas envolvidas.


Não se relaciona a inteligência, a idade, a vigor corporal, a cultura ou a classe social, razão pela qual uma convivência mais aprofundada pode identificar traços tão desagradáveis, que a intenção de convívio e proximidade sofre sério abalo.


Casos assim costumam indicar pessoas em cujo ambiente formativo “pai” e “mãe” estavam tão satisfeitos com o tipo de vida que levavam juntos, que é como se se completassem mutuamente (o que não quer dizer que a convivência fosse saudável, já que um homem inclinado a agredir e uma mulher inclinada a ser agredida, ou vice-versa, levam o tipo de vida que os satisfaz neste aspecto, mesmo que de modo doentio).


Assim, em tais casos, uma mais minuciosa análise dos dados da Carta natal da pessoa é prudente, pois a possibilidade de que a pessoa se mantenha apegada em excesso aos modelos inconscientes aprendidos com as figuras parentais é maior do que na média – já que eles achavam muito legal viver assim! –, mesmo que mantendo a pessoa insatisfeita ou em conflito em diversos aspectos de sua vida.


Imagine um homem com Sol em trígono com Lua e ao mesmo tempo Marte em quadratura ao Sol e Marte conjunto a Lua. Esta Carta natal nos fala desta intensa facilidade de gerar simpatia, ao mesmo tempo em que aponta um temperamento pessoal inclinado a correr riscos demasiados (seja em que tipo de atividade for) e uma grande dificuldade de expor sentimentos de modo não agressivo ou violento.


Então, para este indivíduo (seja homem ou mulher e independente de outros traços pessoais), desenvolver maior capacidade de prudência e passar a expor de modo mais equilibrado seus sentimentos são tarefas maiores do que para a média das pessoas com dificuldades análogas, tão apegado aos padrões familiares esta pessoa em geral se encontra.


Bem trabalhado a contento, este indivíduo pode vir a alterar estes padrões que com facilidade o impelem a situações de autodestruição ou pouco respeito, o que é necessário, mantendo a marcada facilidade natural de gerar simpatia, o que é muito bom para o convívio.

19 de nov. de 2013

Preconceito: a reação contra aquilo que parece ameaçar.



Dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra, e isto me levou a refletir sobre o preconceito, sob o ponto de vista da Astrologia Arquetípica.



Não especificamente sobre o preconceito contra a negritude, que, sabemos, tem razões históricas que são principalmente de ordem econômica, mas sobre a genérica característica humana preconceituosa, seja com maior civilidade ou relativa polidez, seja com barbárie e até mesmo morte causada.


Para além dos usuais preconceitos de raça, gênero e classe, falo do afastamento do diferente, por repulsão daquilo que de alguma forma parece ou é distinto.


São muito profundas na espécie humana as raízes da reação preconceituosa, indo muito além de desinformação, razão por que o tema deve ser objeto de constante atenção se queremos que o passar do tempo atenue no coletivo esta possibilidade, inclusive com contenção daqueles que a reforçam ou a incentivam.


O psiquismo humano tem dinâmicas internas atávicas que alertam o indivíduo para o que é diferente dele e, por isto, pode ameaçá-lo; isto detona duas possíveis reações, sendo uma a de fuga, para manter distância do que é diferente, e a outra, de ataque, para destruição do que é diferente.


Na pessoa não dominada por pulsões inconscientes extremamente intensas em relação a este tipo de ocorrência, o confronto com o diferente pode ser vencido pela aprendizagem no convívio – e aqui estamos falando da utilidade da informação, da educação e da reflexão construtiva sobre a riqueza do potencial existente na diferença.


Até aqui podemos estar falando de posturas mais conservadoras, reativas à mudança, como em geral se associa a dinâmicas de Saturno, enquanto Planeta, e a Touro e Câncer, enquanto Signos.


Mas podemos falar também de dinâmicas de caráter arquetípico mais profundo, visceral mesmo, e, portanto, num nível pré-conceitual: trata-se, aqui, de Plutão, especialmente se aspectado mais desafiadoramente por conjunções, quadraturas e oposições com Sol e ou Lua.

Nestes casos, o preconceito é veemente, não sendo vencível por argumentação racional: o olho brilha, o tom de voz sobe, a respiração ofega e a pressão vascular se eleva, indicando que a atitude preconceituosa brota do medo, e não de uma convicção no terreno do pensamento.


Admitimos tratar-se de medo ao adotar a expressão: (qualquercoisa) fóbico.


Pior, quando há Marte envolvido neste Aspecto plutônico: em nome da defesa contra aquilo que ameaça por ser diferente, a atitude não raras vezes é de pura (e descontrolada) agressão, talvez até assassina. Com Plutão, é certo haver ódio.


Portanto, atenção, quem deseja ver as ocorrências de preconceito se reduzirem: não dá para relaxar! A qualquer momento este lado obscuro do ser humano pode vir à tona e tomar conta da cena.


Até se mascarado por elaboradas teorias que tentam justificar a discriminação.

14 de nov. de 2013

Será que o colega de trabalho combina mesmo com você?



Quando se trata de sinastria, isto é, da análise combinada de Cartas natais astrológicas, o costumeiro é pensar em relações afetivo-amorosas: a apaixonada consulta o astrólogo para “saber se vai dar certo”, ou vice-versa.



Entretanto, uma modalidade de utilização das possibilidades de uma sinastria é bem pouco conhecida, e somente os executivos e empresários mais “antenados” a utilizam: sinastria de suas Cartas natais com a de profissionais com quem deverão conviver estreitamente no ambiente pressionador da empresa.


Todos os bons profissionais de Recursos humanos reconhecem que os fatores comportamentais, de base psicoemocional, predominam sobre as competências e habilidades na qualidade de um relacionamento profissional produtivo.


Não por outra razão, muitas vezes o profissional contratado tem avançado preparo, excelente currículo e grande experiência, e não dura mais do que um semestre no trabalho com o executivo a quem se reporta diretamente, ou com o profissional com quem faz parceria, dado o elevado grau de desgaste ou improdutividade da relação que então se estabelece. Sem haver há de errado: apenas assim é.


Neste sentido, e para dar aqui alguns exemplos, a Astrologia Arquetípica oferece informações bastante úteis e protetoras.


Os Martes (das duas Cartas natais envolvidas) estão em quadratura ou oposição? Seguramente o conflito entre as vontades pessoais será inevitável, com alguém “mastigando vidro” para poder continuar.


Mercúrios fazem sextil ou trígono entre si? A compatibilidade intelectual deve ser além de boa, com um ágil e claro fluxo mútuo de comunicação, exatamente o contrário do que provavelmente ocorrerá se os Mercúrios fizerem oposição ou quadratura: então, a comunicação tende a ser intensa e vivaz, mas mais intensos ainda são os desentendimentos por má compreensão ou percepção enviesada do que outro está tentando comunicar.


O Saturno de um faz quadratura ou conjunção com o Sol de outro? Este outro provavelmente sentirá o um como “peso”, por projeção, e reagirá com força a isto, buscando aliviar-se. E se os Saturnos estiverem em quadratura? Com grande probabilidade, os principais quadros de valores pessoais de ponderação e julgamento serão conflitantes, o que costuma levar a muito atrito desnecessário na avaliação de situações humanas ou estratégicas mais delicadas ou complexas, por incompatibilidade de enfoques.


Luas em sextil, trígono ou conjuntas em geral indicam parceiros (ou parceiras, tanto faz) para quem estarem juntos por longos períodos é extremamente agradável e nutritivo, ao passo que as quadraturas e as oposições entre Luas sugerem a prudência de terem salas separadas.


E assim por diante, ainda mais quando na interpretação astrológica forem utilizados outros símbolos astrológicos, como as Casas, enriquecendo bastante o quadro.

30 de out. de 2013

Sobrevivemos e nos desenvolvemos é no grupo



No princípio, bem no comecinho da nossa existência, vivíamos em bandos anárquicos e não havia organização social.


No decorrer dos milênios fomos nos arranjando em tribos e estas tribos passaram a demandar regras de convívio e uma mais precisa determinação do que era permitido ou proibido na convivência com os outros.

Caso contrário, o caos ameaçaria, com cada um por si e a desunião imperando, pondo em risco a sobrevivência do grupo.

Entre todas as espécies animais, e sem garras, ferrões, carapaças ou asas, o ser humano tinha só a sua espetacular e bastante incomum capacidade de se agregar para conseguir sobreviver, enquanto grupo e também como indivíduo.

Por isto tendemos a expelir do grupo quem desrespeita as regras básicas de convivência, por mais que algumas regras possam parecer – ou até ser – injustas e arbitrárias: cada grupo tem suas regras, isto é fato.

Caso contrário, as regras fundamentais de existência do grupo são ameaçadas e isto é intolerável.

Na Astrologia Arquetípica, estamos falando de Júpiter.

No repertório de símbolos da Astrologia Arquetípica, Júpiter se relaciona aos assuntos do 

Direito, da Legislação, das Filosofias e da Ética dos relacionamentos interpessoais mais amplos do que os de pessoa a pessoa, inclusive a Política; dos coletivos e suas regras de convívio, portanto.

Bem como aos Estudos superiores, aqueles voltados a olhar o bosque e não cada específica árvore.

Novamente, privilegiando o coletivo.

Por isso, em uma Carta natal astrológica, as possíveis associações simbólicas com Júpiter indicam como a pessoa aprendeu a lidar e vem lidando com estes temas todos.

Translate