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15 de nov. de 2013

Anima e animus, uma parceria invisível



Entre os conceitos desenvolvidos por Jung, a anima e o animus são bem pouco compreendidos pelo público em geral – e até por quem é da área de Psicologia.


Não são, como muitas vezes se diz, o “lado feminino” e o “lado masculino” de alguém, como se a anima fosse o que sentisse ou intuísse e o animus fosse o que pensasse ou agisse.


Em Jung, a anima e o animus são a dinâmica arquetípica organizadora dos mais profundos modelos inconscientes do que é “uma mulher” e do que é “um homem”.


Então, conforme o gênero biológico da pessoa, sua herança familiar e étnica, e as pressões culturais do meio ambiente de primeira infância, estes dois núcleos poderosíssimos centralizam o amplo conjunto de noções inconscientes associadas ao feminino e ao masculino na elaboração do psiquismo integral de alguém: a anima, em um homem, e o animus, em uma mulher.


Neste sentido, também, é que a filósofa Simone de Beauvoir lembrou em seu livro “O segundo sexo” que “o feminino é uma construção cultural, não é um dado posto”, chamando atenção também para os conceitos predominantes no ambiente, que orientam o estabelecimento do que é ser feminil.



Organizando internamente este complexo de noções (de base genético-hereditária e também de base ambiental), a anima define o padrão geral feminino a que ele será impelido buscar, visando realizar o encontro, “aqui fora”, com a mulher que “lá dentro” está construída.


No caso do animus, a dinâmica é igual, dando-se o inverso: atuando na elaboração do modelo inconsciente masculino em uma mulher, orienta a mulher para o seu oposto complementar externo, análogo “aqui fora” ao homem que “lá dentro” já existe.


Com os recursos simbólicos da Astrologia Arquetípica é possível definir com grande precisão de detalhes as principais dinâmicas anímicas (de anima e animus) que habitam a pessoa.


Para tanto, o intérprete focará sua atenção nos complexos simbólicos associados a Lua, Vênus, Sol, Marte e Saturno da Carta natal astrológica do consulente, assim como nas Casas X (mãe) e IV (pai).


Com isso, a pessoa passa a deter melhor informação sobre sua anima (se homem) ou animus (se mulher), facilitando o trabalho pessoal de integrar ao ego os seus conteúdos (embora nunca garantindo que o trabalho será bem sucedido), o que é fundamental para atenuar o poder de fascínio que anima e animus sempre exercem sobre a consciência egoica.

Jung lembrava que integrar ao ego os conteúdos da sombra é obra de mestre, mas conseguir integrar ao ego os conteúdos da anima (ou do animus) é obra-prima!

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