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11 de out. de 2013

Maria Santíssima e o psiquismo humano

Para o dia de nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, decidi refletir sobre Maria Santíssima, pois ela é figura poderosa na atração da pessoa humana ao caminho que pode levar a Deus em si e supera amplamente as fronteiras do catolicismo.


Só as denominações protestantes mais recentes, entre as quais muitas pentecostais e as neopentecostais, não mantêm rituais de fé associados a Maria – e isto pode levar a crer que sempre foi assim no protestantismo, o que não foi.

Martinho Lutero determinou festas marianas na liturgia da igreja reformada. João Calvino, o segundo maior teólogo e principal responsável pela sistematização doutrinária e expansão do protestantismo, afirmou em 1542: “o Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria. Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo, sem consórcio de varão”.

E Ulrich Zwingli, o reformador da Suíça, manteve festas marianas em seu calendário litúrgico, além da recitação da “Ave Maria” nos cultos cotidianos. Na Igreja anglicana, Maria ocupa lugar de realce, com igrejas a ela dedicadas na Europa, em Hong Kong e no Brasil, capelas em grandes igrejas (a Capela Anglicana de Walsingham, na Inglaterra, desde 1601 recebe fieis em peregrinação mariana) e até mesmo a adoção de estátuas e ícones marianos.

No cenário oriental, dezenas de festas marianas são realizadas habitualmente nas seis diferentes igrejas ortodoxas, embora com variações de calendário, além de se cantar diariamente o “Magnificat”, de em várias delas se adotar a “Ave Maria” na liturgia e de em todas elas se admitir a noção de cooperação de Maria Santíssima com Jesus Cristo, pelos tempos a fora, para a salvação do ser humano.

Fora do Cristianismo, Maria é a única mulher mencionada no Alcorão pelo próprio nome, Maryam (sendo que a menção de seu nome supera em quantidade as de Adão, Ismael, José, Jonas, Elias, Zacarias, João ou Jesus), e a ela é atribuído um duplo papel: sinal (ayat) e exemplo (mathal).

Até em uma doutrina como a kardecista, que não crê que Jesus Cristo tenha sido Deus feito carne, entendendo que foi somente “um espírito evoluído”, Maria recebe grande destaque em inúmeros centros de encontro.

Como se vê, a despeito das diferenças de crença entre diversas fés, algo ocorre no coração de homens e mulheres em todo o mundo, de modo até ecumênico, que congrega em torno a ela um nível de imantação e de intenção de veneração que só se dá referida a ela, Maria, Mãe de Deus, nossa Senhora da Conceição.

No simbolismo da Astrologia Arquetípica, um aspecto intenso entre Lua e Netuno costuma indicar um acentuado perfil de devoção mariana, razão pela qual, se for Carta natal de homem, enquanto tal característica inconsciente não for melhor entendida e de algum modo vivenciada no consciente, é marcante a tendência a “divinizar” as mulheres de quem se aproxima, por projeção do sagrado nelas.

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